Amazing!!!

Por Felipe Bolzoni

Aerosmith, mais vivo do que nunca, faz show inesquecível em São Paulo.

Após meses de instabilidade ao longo do ano de 2009, muitos duvidavam que o Aerosmith, uma das bandas mais longevas do rock mundial, pudesse completar a turnê “Cocked, Locked, Ready to Rock”.

O vocalista Steven Tyler, 62, estava agitadíssimo. Teve uma performance entusiasmaste, parecendo que havia esquecido os problemas com as drogas, bem como sua longa recuperação de uma queda sofrida no palco.

Logo no começo do show, realizado no estádio Palestra Itália, e que começou pontualmente às 21:30, a banda demonstrou vitalidade de principiante ao entoar o clássico “Eat the rich”, o que levou ao delírio as mais de 35 mil pessoas presentes.

Nas mais de duas horas de show, seguiram-se canções clássicas da banda, como “Back in the sadle” do início da carreira, nos anos 70, até sucessos mais recentes como “Jaded”, o que agradou aos fãs de diversas gerações.

O som estava um pouco baixo, mais a atuação impecável de todos os integrantes supriu esse problema. Destaque para o guitarrista Joe Perry, que desafiou seu personagem do jogo “Guitar Hero”, mostrando ao público que “ao vivo é melhor que no jogo”.

Quem ocupou o setor Visa pode acompanhar, além da grande apresentação do Aerosmith, o espetáculo proporcionado por quem estava na pista. As pessoas estavam empolgadas, parecendo quererem aproveitar ao máximo o que talvez fosse o último show da banda no Brasil. “Foi fantástico. Jamais pensei que fosse conseguir assistir ao show de tão perto”, conta Gabriela, que ficou no setor Vip, cujos preços chegavam a R$ 500,00.

Essa foi a opinião geral das pessoas que estiveram no show.  Ausências sentidas pelo público mais jovem foram as baladas “Hole In My Soul” e “I Don’t Want To Miss A Thing“, tema do filme “Armageddon”.

Confira o set list do show:

“Eat The Rich”
“Back In The Saddle”
“Love In An Elevator”
“Falling in Love (Is Hard On the Knees)”
“Pink”
“Dream On”
“Livin’ on the Edge”
“Jaded”
“Kings and Queens”
“Crazy”
“Cryin'”

(solo de bateria)
“Lord Of The Thighs”
(duelo de “Guitar Hero”)
“Stop Messin’ Around” (cover de Fleetwood Mac)
“What It Takes”
“Sweet Emotion”
“Baby, Please Don’t Go”
(cover de Big Joe Williams)
“Draw The Line”

bis
Walk This Way”
“Toys In The Attic”

Não poderia terminar este post sem um bis né? Essa é minha escolhida! Aproveitem…

Caso tenham sugestões de pautas ou dúvidas, escrevam pra gente: tropecomusical@hotmail.com

All You Need Is Love se apresenta em SP

Por Felipe Castilho

Banda All You Need Is Love

Banda All You Need Is Love

A banda All You Need Is Love, uma das maiores covers de Beatles do mundo, se apresenta no HSBC Brasil em 11/06. Acompanhado de uma orquestra, eles apresentam os maiores clássicos dos ingleses em show que marcará o lançamento do DVD gravado pela banda para homenagear os 50 anos dos Beatles.

Quem puder ir ao evento verá diversos efeitos especiais, instrumentos idênticos aos dos músicos originais e ainda os figurinos das várias fases da carreira dos Beatles. Um prato cheio aos fãs brasileiros, já que nunca tivemos um show da banda original no País.

Sandro Peretto (John Lennon), César Kiles (Paul McCartney), Thomas Arques (George Harrison) e Renato Almeida (Ringo Starr) são os músicos que fazem a apresentação que além de musical, é teatral, já que eles conversam entre si em inglês no palco. Um fato interessante é que eles possuem a mesma estatura de cada um dos integrantes dos Beatles que eles representam. Além disso, César aprendeu a tocar baixo com a mãe esquerda para ficar igual ao Paul McCartney. Tudo isso torna o show extremamente real e emocionante.

Aos interessados, os ingressos custam entre R$40 e R$120 (valores da inteira). É bom correr para garantir os melhores lugares.

All You Need Is Love ao vivo na Rede Record

Mais informações sobre o show: http://www.hsbcbrasil.com.br/shows_detalhe.asp?ID=228

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Perdemos mais um…

Por Léo Cardoso

É não adianta querer escrever sobre algo interessante e novo ultimamente,o mundo do Heavy Metal vem perdendo mais e mais componentes nesses últimos tempos, a vez agora foi de Paul Dedrick Gray, baixista e membro fundador da banda de New Metal americana Slipknot.

Paul foi encontrado morto na manha desta segunda feira (24) em um quarto de hotel na cidade de Des Moines, no estado de Iowa (EUA), as causas da morte ainda não foram divulgadas.

A contribuição da banda Slipknot para o rock é inegável, a banda apostou em uma nova sonoridade de musicas pesadas mais simples, letras com conteúdo e presença de palco esmagadora para conquistar seus fãs, usando mascaras aterradoras e fazendo dos seus shows performances dignas de um filme de terror os nove integrantes do Slipknot gravaram seu nome na historia do Metal em grande estilo!

Torço para que a banda continue seu excelente trabalho em memória de Paul Gray!

I am a world before I am a man.

I was a creature before I could stand.

I will remember before I forget.

Before I forget that!

Saiba mais em:

http://www.slipknot1.com/

http://www.slipknotbr.com/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Slipknot

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Os clássicos da música eletrônica

Por Michelle Lago

Não é porque eu sou a maior fã de música eletrônica que é suspeita a minha opinião de que os clássicos regravados e transformados em música eletrônica são mesmo muito bons. Eles, de fato, são mesmo.

Há diversos tipos dessa transformação. E para o leitor entender o que eu quero dizer darei um “breve” em cada uma.

Ritmo Trocado, Cantor Trocado

Músicas que foram totalmente modificadas da versão original, mas que ainda assim é possível ver de que canção ela se originou.

Dj Antoine – Every breath you take

Versão antiga e nova juntas

Quem nunca ouviu aquela batida maravilhosa que do nada ficava “lentinha”?

Global Deejays – The sound of San Francisco

Global Deejays – California Dreamim

Global Deejays – What A feeling

A mesma canção com o ritmo novo

Essa geralmente acontece nas músicas mais recentes. Não somente os clássicos que marcaram época ganham versões inovadoras. Os programas Lunch Break e Vibe 97 da Rádio Energia 97 tocam 1 hora de músicas remixadas e muitas vezes eles adaptam música de artistas como Lady Gaga, Black Eyed Peas, Katy Perry na versão dançante.

Katy Perry – Waking Up in Vegas

The Black Eyes Peas – I gotta a feeling

Tropeço Musical perguntou a Jaqueline Lopes, uma fã de muitas músicas que já foram regravadas, sua opinião sobre essa nova adaptação. “Às vezes a música melhora e ganha uma nova visão, um novo estilo. Mas quando uma música é muito clássica e muda de um jeito drástico, pode ser que desagradem muitos fãs da versão original.”

Mesmo que isso possa desagradar muitas pessoas que gostem da música clássica, sabemos que as remixagens e adaptações provavelmente nunca irão acabar, ela é uma forma de mostrar aos jovens um novo lado dessas canções. Daqui uns anos eu creio que veremos muitas músicas dessa geração com um ritmo ainda mais inovador. Espero que as novas adaptações sejam tão boas quanto as de agora.

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Quando os Deuses dizem adeus

Por Léo Cardoso

É difícil escrever algo que soe bonito sobre a morte de alguém, e minha intenção não é essa. Gostaria só de demonstrar um pouco da minha tristeza de fã. Na manhã do último domingo (16) a música perdeu mais uma de suas lendas, um Deus para o Heavy Metal, Ronnie James Dio, 67, que vinha há meses lutando contra um câncer no estomago.

Deuses não morrem, eles apenas se afastam para poder descansar, e Dio vai continuar vivendo através de sua música, seja no Black Sabbath, Rainbow ou por meio de sua carreira solo. O baixinho, dono da voz mais marcante do Metal, vai continuar, de longe, a influenciar todos os seus adimiradores.

O mais difícil nessa hora é ver como algumas pessoas conseguem desrespeitar a dor dos fãs que ainda estão digerindo a notícia de forma lenta e dolorosa. Me refiro aqui ao jornalista André Forastieri, que um dia depois da morte de Dio publicou em seu Blog no portal de notícias R7 um texto falando sobre o ocorrido.

http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2010/05/17/ronnie-james-dio-o-deus-ridiculo-do-rock/

Eu não sou ninguém para criticar sua atitude muito menos o seu texto, afinal, cada um tem uma opinião, bem como eu tenho a minha.

Para mim quem tem coragem para fazer faz, e quem não tem critica, sua falta de respeito ao trabalho de um artista que dedicou boa parte da sua vida ao Heavy Metal me soa como insulto. Em seu texto ele diz: “Agora, tem sentido um roqueiro de 67 anos que canta sobre o eterno combate entre o bem e o mal, em canções repletas de dragões assustadores, cavernas assombradas, magos impolutos etc.? Hm, bem, não.” Pois eu digo que sim, e talvez essa fosse a grande magia de Dio, e por mais que ele tivesse “envelhecido mal”,  “ficado careca” e “encarquilhado” tenho certeza que ele o fez da melhor maneira possível, sempre levando seu trabalho e seu amor à música adiante, afinal Forastieri, esse é um processo natural da vida que inevitavelmente todo nós vamos passar.

Um dia, em alguma aula da faculdade que eu não me recordo qual era, um professor me disse para sempre ter cuidado com as palavras que nós jornalistas escrevemos sobre alguém, como “formadores de opinião” podemos cometer erros e injustiças terríveis, e fico triste por ver que alguns chegam a sentir prazer nisso, espero não cometer erros assim no futuro, pois o seu texto nada mais é do que um ataque gratuito ao trabalho, aos fãs e à memória de RONNIE JAMES DIO, excepcional vocalista da lendária banda Black Sabbath e talvez um dos melhores do mundo.

 

Obrigado por tudo Dio.

No sign of the morning coming

You’ve been left on your own

Like a rainbow in the dark

A rainbow in the dark…

Saiba mais em:

http://entretenimento.r7.com/musica/noticias/morre-ronnie-james-dio-um-estilista-do-heavy-metal-20100516.html

http://champ-vinyl.blogspot.com/2010/05/carta-aberta-ao-sr-andre-forastieri.html

http://kissfm.com.br/noticias/mundo-do-rock-lamenta-morte-de-dio/

http://colunasleeversbatalha.blogspot.com/2009/06/conexao-com-deus-ronnie-james-dio.html

http://whiplash.net/materias/opinioes/107993-dio.html

Videos:

Valeu Jair!

Por Felipe Bolzoni

Quem tem a capacidade de empolgar uma pessoa que fica em casa num sábado à noite, simplesmente sem nada para fazer?

Ontem estava literalmente caçando algo para assistir na televisão, mas como de costume num sábado à noite, minhas opções eram Zorra Total, milhares de filmes repetidos, compactos de jogos de futebol etc. Já beirava uma hora da manhã, quando coloquei na saudosa TV Cultura que estava transmitindo, ao vivo, a virada cultural de São Paulo. E por sorte naquele momento, acabara de começar um show espetacular de Jair Rodrigues.

Autêntico, simples e empolgante Jair mostrou que é um dos maiores intérpretes da música popular brasileira. Com uma banda genial, Jair Rodrigues fez milhares de pessoas cantarem com ele em plena Praça da República diversos clássicos do nosso samba, homenageando Adoniran Barbosa, que completaria 100 anos em 2010, e sua parceira em diversos Festivais de música Elis Regina.

Jair Rodrigues e seus 71 anos recém completados deram uma aula de alegria e prazer de viver intensamente cada minuto. Após uma hora de espetáculo, já no fim, olho para a televisão e vejo Jair Rodrigues “plantando uma bananeira” no palco; ato que fez a platéia vibrar e aplaudí-lo por muito tempo.

Enfim, nada mais justo do que eu agradecer este grande cantor por ter me entretido em uma madrugada que tinha tudo para ser patética. Jair Rodrigues é exemplo de como se faz um show de verdade e através deste, nos traz o melhor do samba e sertanejo nacional e dá uma aula de como ser um dos melhores intérpretes do Brasil.

Discografia:

  • Vou de samba com você (1964)
  • O samba como ele é (1964)
  • Dois na BossaElis Regina e Jair Rodrigues (1965)
  • O sorriso do Jair (1966)
  • Dois na Bossa nº 2Elis Regina & Jair Rodrigues (1966)
  • Dois na Bossa nº 3Elis Regina & Jair Rodrigues (1967)
  • Jair (1967)
  • Menino rei da alegria (1968)
  • Jair de todos os sambas (1969)
  • Jair de todos os sambas nº 2 (1969)
  • Talento e bossa de Jair Rodrigues (1970)
  • É isso aí (1971)
  • Festa para um rei negro (1971)
  • Com a corda toda (1972)
  • Orgulho de um sambista (1973)
  • Abra um sorriso novamente (1974)
  • Jair Rodrigues dez anos depois (1974)
  • Ao vivo no Olympia de Paris (1975)
  • Eu sou o samba (1975)
  • Minha hora e vez (1976)
  • Estou com o samba e não abro (1977)
  • Pisei chão (1978)
  • Antologia da seresta (1979)
  • Couro comendo (1979)
  • Estou lhe devendo um sorriso (1980)
  • Antologia da seresta nº 2 (1981)
  • Alegria de um povo (1981)
  • Jair Rodrigues de Oliveira (1982)
  • Carinhoso (1983)
  • Luzes do prazer (1984)
  • Jair Rodrigues (1985)
  • Jair Rodrigues (1988)
  • Lamento sertanejo (1991)
  • Viva meu samba (1994)
  • Eu sou… Jair Rodrigues (1996)
  • De todas as bossas (1998)
  • 500 anos de folia-100% ao vivo (1999)
  • 500 anos de folia vol. 2 (2000)
  • Intérprete (2002)
  • A nova bossa (2004)
  • Alma negra (2005)
  • Jair Rodrigues – Programa Ensaio – Brasil 1991 (CD e DVD, 2006)
  • Festa Para Um Rei Negro (CD e DVD 2009)

Contra-baixo é a essência do Rock N’ Roll

Por Felipe Castilho

Quando se pensa em Rock logo vêm à mente imagens de vocalistas e guitarristas virtuosos, ou até bateristas. Mas poucos pensam nos baixistas. Essa classe, ligeiramente injustiçada, já que quase todos (n)os deixam de lado, é a verdadeira base de todos os gêneros musicais, principalmente o já citado. Foram vários os que fizeram história e marcaram para sempre seus nomes no hall da fama, seja por suas performances ou por suas inovações. Abaixo listarei os meus favoritos, não necessariamente na ordem expressa.

  • Jaco Pastorius

Um dos baixistas mais influentes de todos os tempos. Iniciou sua carreira musical como baterista, mas após uma fratura na mão teve que abandonar as baquetas, migrando para o instrumento que o consagraria: o baixo. Extremamente inovador, Jaco retirou os trastes de seu contra-baixo elétrico e passou a tocar quase que como um violoncelo, mudando a cara do jazz fusion. Poucos tiveram a destreza e habilidade de criação que Jaco Pastorius mostrou.

  • Paul McCartney

Paul dispensa comentários. Sem dúvida é o mais famoso de todos os baixistas do mundo. O escolhi por ter uma técnica apurada, grande criatividade e o principal: canta e toca baixo como poucos. Os que tocam sabem como é complicado conciliar a voz e o contra-baixo, mas Paul faz isso como se fosse a coisa mais fácil. Além disso, quase todos os músicos se espelham em algum membro dos Beatles.

  • Flea

Dono de uma presença de palco genial e de uma velocidade inigualável, Flea é a alma de sua banda, os Red Hot Chili Peppers. O estilo funk (não confundir com o funk brasileiro pelo amor de Deus) possui um swing diferente no baixo, com slaps e linhas mais elaboradas. Flea faz tudo isso e muito mais. Talvez seja o meu preferido.

  • Dee Dee Ramone

Mais conhecido por gritar: “One-Two-Three-Four”, Dee Dee Ramone não era muito técnico e não tocava nada de mais. E ainda assim é um dos baixistas que eu mais gosto. Ele era muito carismático e possuía uma presença de palco e uma força impressionantes. Dee Dee e os Ramones disseminaram a ideia do faça você mesmo, mesmo se não souber fazer! E eles sabiam o mínimo para fazer música, mas tinham uma criatividade e um espírito inovador raro. Por isso são uma das maiores bandas de todos os tempos, e Dee Dee um dos maiores baixistas.

  • Duff McKagan

Como meu estilo musical favorito é o Hard Rock, não poderia deixar de lado o melhor baixista de Hard Rock: Duff McKagan, ex-Guns N’ Roses e atual Velvet Revolver. Ele tem fortes influências do Punk, o que é perceptível em seu modo de tocar: instrumento abaixo da cintura e sempre usando palheta. E usa sua palheta como poucos, pois explora tudo que ele proporciona, além de tocar com um timbre muito gostoso de se ouvir. Fugindo da proposta do Hard Rock, onde o baixo é um pouco mais secundário, Duff é sempre um dos principais elementos das bandas em que toca, se destacando pela criatividade.

Caso tenham sugestões de pautas ou dúvidas, escrevam pra gente:tropecomusical@hotmail.com